Amor | Histórias Virtuais | Amizade | Aniversário |Mensagem Religiosa | Frases  |Agradecimento| Poesias

 

Cartões Virtuais

Amor
Amizade
Aniversário
Agradecimento
Perguntas (Novo)
Histórias de amor
Frases
Religioso
Diversos (Breve)

Dias da semana

Segunda-feira
Terça-feira
Quarta-feira
Quinta-feira
Sexta-feira
Sábado
Domingo

Saudação

Bom dia
Boa tarde
Boa noite

Poesias Rosa Cândida

Saudades
Paralelas
Como respiras
Estou despida

Hoje

Espaço Místico

Mitologia (Dicionário)

Religião e Seitas

Numerologia
Cromoterapia
Fitoterapia
Quirologia
Biodança
Cristais
Sonhos
Nomes
Velas
Tarô
Lua

Sites de utilidade pública

Domínio Público
Receita Federal
DETRAN RJ
INMETRO
ANATEL
ANVISA
IBAMA
ANEEL
INCRA
INSS
MEC

 

Biodança

É um sistema de integração afetiva e desenvolvimento humano baseado em “vivências” (experiências intensas no “aqui e agora”) criadas através de movimentos de dança com músicas selecionadas, e através de situações de encontro não verbal dentro de um grupo, contribuindo para a renovação orgânica e par a reaprendizagem das funções originárias da vida

Recomende este "Site" para seus amigos das Redes Sociais.

 
 
 
 
 

BIODANÇA  

O primeiro nome do sistema criado por Rolando Toro Araneda foi PSICODANZA, na década de 60 no Chile.
Após estudos semânticos, Rolando Toro percebeu que o nome Psicodanza não era apropriado e construiu, com Cecília Luzzi uma lista de cinquenta nomes que pudesse designar um sistema abarcando-o em sua totalidade, através do qual os movimentos e cerimônias de encontro, acompanhados de música e canto, induziam vivências capazes de modificar o organismo e a existência humana em diversos níveis: imunológico, homeostático, afetivo motor e existencial. A ideia aproximava-se do conceito de "Dançar a Vida" proposto por Roger Garaudy. Era necessário restabelecer o conceito original de dança como um movimento natural pleno de significado e com um poder inusitado de induzir transformações na própria existência.
O prefixo "Bio" deriva do termo "Bios", que significa vida. A palavra "Dança" na concepção francesa significa movimento integrado pleno de sentido. A metáfora estava formulada e, em castelhano, era: "Biodanza, danza de la vida".
Através do tempo, Rolando pôde observar que Biodanza era inequivocamente um caminho para reencontrar a alegria de viver. Desde 1977, a antiga Psicodança passou a ser chamada no Brasil de "Biodança - Sistema Rolando Toro"- como tem sido divulgada, e conhecida até hoje. Em meados de 1995, Rolando Toro registra o nome e o logotipo Biodanza em vários países, passando a ser este o nome oficial.
A base conceitual da Biodança provém de uma meditação sobre a vida, do desejo de renascer de nossos gestos desesperados, de nossa vazia e estéril estrutura de repressão. Poderíamos dizer com certeza: da nostalgia do amor.
O primeiro conhecimento do mundo, anterior a palavra, é o conhecimento pelo movimento. A dança é, portanto, um modo de ver o mundo, a expressão de uma unidade orgânica de homem com o universo.
Esta noção de dança como cinestesia integrativa, é muito antiga e tem, através da história, numerosas expressões culturais, tais as danças órficas, as cerimônias tântricas ou as danças giratórias do Sufismo. O poeta Jatal-od-Rumi (siglo XIII) exclamava:

"Oh dia, levanta-te... os átomos dançam, as almas, arrebatadas de êxtase dançam, a abóboda celeste, a causa desse ser: a dança. Todos os átomos que há no ar e no deserto - compreendendo bem - estão apaixonados como nós, e cada um dos elos, se encontra deslumbrado por um sol de alma incondicionada."
Uma sessão de biodança é um convite para participar dessa dança cósmica de que fala o poeta sufista. Esta afirmação talvez resulte surpreendente dentro do melancólico panorama sociopolítico de nosso tempo.
Em um mundo como o nosso, de fome, genocídio e tortura, em um mundo de abandono infinito. Como é possível poder dançar? À primeira vista parece uma inconsciência.
Embarcar nesta proposta não consiste só em dançar, senão em ativar, mediante certas danças, potenciais efetivos e de comunicação que nos conectem com nós mesmos, semelhantes com a natureza.
Mas, como poderíamos trocar com o mundo sem trocarmos com nós mesmos ?
A transformação mediante a Biodança não é uma mera reformulação de valores, senão uma verdadeira transculturação, um reaprendizado a nível afetivo, uma modificação límbico-hipotalâmica.
A deformidade do espírito ocidental culminou durante este ciclo com os grandes atentados contra a vida humana que conhece a história. A patologia do ego tem sido reforçada a nível coletivo até extremos jamais alcançados antes. Para sustentar esta patologia, há as instituições estatais, as ideologias políticas e educacionais.
Além do mais, muitos intelectuais e pensadores de nossa época colaboram neste vasto processo de traição da vida.
Nossa ação é portanto, uma aberta transgressão dos valores da cultura contemporânea, as consignas da alienação da sociedade de consumo e os mandados das ideologias totalitárias.
O fracasso das revoluções sociais se deve às pessoas que as promovem não terem realizado em si mesmas o processo evolutivo. As transformações sociais só podem ter êxito a partir de uma saúde e não da neurose e do ressentimento. De outro modo, os câmbios sociais só substituirão uma patologia por outra.
Biodança se propõe a restaurar as pessoas, a nível maciço, à vinculação originária da espécie como totalidade biológica. Este ponto de partida é indispensável para a sobrevivência.
A Biodança tem sua inspiração nas origens mais primitivas da dança.
É importante esclarecermos que a dança, em seu sentido original, é movimento vivencial. Muitas pessoas associam a dança ao espetáculo do "ballet". Esta é uma visão formal da dança.
A dança é um movimento profundo que surge das entranhas do homem. É movimento de vida. É ritmo biológico, ritmo do coração, da respiração, impulso de vinculação da espécie. É movimento de intimidade.
Creio em um dança orgânica, que responda aos padrões de movimento que originam a vida. Temos buscado essa coerência e a temos encontrado. Movimentos capazes de incorporar entropia negativa, harmonia musical entre os seres vivos, ressonância profunda com o micro e macrocosmos. Nosso propósito é elucidar essas pautas de movimentos para a vinculação real.
Somente se nossos movimentos restaurarem seu sentido vinculante, lograremos renascer do caos obsceno de nossa época.
Participamos, assim de uma visão diferente. Buscamos acesso a um novo modo de viver despertando nossa adormecida sensibilidade.
Estamos demasiado sós, em meio de um caos coletivo.
Há um modo de estar ausente com toda nossa presença. No ato de olhar, de não escutar, de não tocar no outro, o despojamos sutilmente de sua identidade. Não reconhecemos uma pessoa; estamos com ele ; porém o ignoramos. Esta desqualificação, consciente ou inconsciente, tem um sentido pavoroso que invólucra todas as patologias do ego.
Celebrar a presença do outro, exaltá-la no encanto essencial de um encontro é a única possibilidade saudável.
A ternura: qualidade de uma presença que concede presença.
O que nós precisamos para viver é um sentimento de intimidade, de transcendência de vinculação e de estimulação. Pois bem, nestas necessidades naturais temos colocado nossos objetivos.
Sabemos que a existência não pode vir de uma ideologia, senão das vivências em ações. Nossa finalidade é ativar através da dança e exercícios de comunicação em grupo, profundas vivências harmonizadoras.